quinta-feira, 27 de maio de 2010

Evento – II Congresso Internacional do NUCLEAS/UERJ

O Núcleo de Estudos das Américas promoverá o seu II Congresso Internacional nos dias 20, 21, 22, 23 e 24 de setembro de 2010, sob o tema Américas: Sistemas de Poder, Integração, e Pluriculturalidade. O II Congresso será realizado em homenagem aos 60º aniversário da UERJ e In Memoriam ao Professor Andrzej Dembicz, Diretor do Centro de Estúdios Latinoamericanos /Cesla da Universidade de Varsóvia. O Congresso será realizado no Campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Os objetivos do II Congresso Internacional do Núcleo de Estudos das Américas visam a refletir sobre os processos sociais, econômicos, políticos e culturais americanos, reexaminar e analisar problemas internos dos distintos países ou regiões e suas relações internas e externas. O Congresso pretende também estreitar os espaços pluriculturais com a finalidade de fortalecer as relações mútuas entre as instituições americanas.

A UERJ oferece o seu espaço para a apresentação de debates, discussões e diálogos que contribuam para o fortalecimento da cidadania, da liberdade de expressão, tolerância e solidariedade entre as diversas culturas.

O II Congresso está estruturado em Conferências, Simpósios e Mesas-redondas, que deverão versar sobre a temática central do Congresso Américas: Sistemas de Poder, Integração, e Pluriculturalidade. A proposta de simpósios e mesas-redondas deverá ser encaminhadas aos membros do Comitê Organizador. Cada simpósio não pode ser inferior a 8 participantes e ultrapassar 15 inscritos. As mesas-redondas, previamente organizadas, deverão constituir-se de , no mínimo 3 e, no máximo quatro integrantes. As inscrições devem vir acompanhadas pela ficha individual (do participante) e indicando a atividade da qual vai participar. Os trabalhos inscritos individualmente serão analisados pela Comissão Organizadora e reunidos sob forma de mesas-redondas.

Informações adicionais podem ser obtidas em www.nucleasuerj.com.br.

O mundo do trabalho em imagens na UERJ de 28 de Abril até 30 de Maio

Local: Rio de Janeiro - RJ

Data: 28/05/10

Entidade Promotora: UERJ

Inscrições: Não é necessária a inscrição para participação do evento.

Custo: gratuito

Maiores Informações: Tel.: (21) 2334-0625

Observações: Um dos objetivos do evento é a urgência de preservar e revelar a memória de um mundo em que o trabalho se transforma aceleradamente. Os trabalhadores se reconhecem como sujeitos sociais conscientes de sua história e de sua organização, das raízes profundas do trabalho no tecido social e na construção da democracia.

Inauguração: 28 de abril de 2010, quarta-feira, a partir das 18h. Até 30 de maio de 2010. Visitação: de segunda a sexta, das 9h às 20h. O mundo do trabalho em imagens Local: Salão 2 / Centro Cultural UERJ Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Curso: Capacitação de Elaboração de Projetos Sociais e a Captação/Mobilização de Recursos

CURSO: CAPACITAÇÃO DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS
E ACAPTAÇÃO/MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS
FOCO NA FORMAÇÃO DE GESTORES COM VISÃO AMPLIADA, CRÍTICA E ÉTICA
22ª edição

MODULO I

I – Perfil do novo Gerenciador de Projetos, Construção de um novo diálogo e uma nova Cultura / Projetos Sociais ,um espaço de educação, cidadania ampliada, ética, Pedagogia do CUIDAR e empoderamento popular / Objetivos de Desenvolvimento do Milênio,3º setor e Políticas Públicas/ Gestão Empresarial X Gestão Social compreendendendo o campo social e ampliando a visão de mundo; Filantropia X Gestão Social; Mobilização de Recursos;.

II – ONG, Organização Civil (OC), 3º setor, “OSCIP”, Instituto, Associação, Legislação Passos de legalização de Instituição do 3º Setor e Certificação de Títulos :Certificado de Entidade Sem Fins Lucrativos, Certificado de Utilidade Pública Federal, Certificado de Utilidade Pública Estadual, Certificado de Utilidade Pública Municipal, Registro nos CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social);OSCIP;.

III - Introdução à temática da Gestão Social:Gestão do 2º Setor X Gestão do 3º setor. Os 4 campos de gerenciamento social e sua interligação/ /Missão/Visão/Vocação/ Avaliando a realidade local/ Gestão Participativa /Método Altadir/ZOOP/PMI/ Marco Lógico/Construindo uma árvore de problemas/ Programa/Projetos e Campanhas

IV - A Dinâmica do Planejamento e da Gestão de Projetos Sociais/Culturais: Árvore de Problemas/ A construção do Marco Lógico - Matriz de Planejamento de Projeto( Logical Framework) / A realização de uma idéia/ Por que fazer? / Onde fazer? / Com quem vamos fazer / Fazendo acontecer/As etapas de um Projeto

V –Como vamos avaliar? Gerenciando a Qualidade : A efetividade / A Eficácia / A eficiência / Avaliação ex – ante/ Avaliação post – facto /A avaliação Processual/ Avaliando os resultados e impactos/ A construção de Indicadores

VI– Gerenciando os custos : Recursos/ Estimativas /Orçamentos/ Controle/ Sustentabilidade

MODULO II:(OPCIONAL)

Mobilização de recursos - Redes e Parcerias O DESAFIANTE CAMINHO DA SUSTENTABILIDADE ATRAVÉS DAS PARCERIAS E ALIANÇASOtimizando os recursos, quais são as fontes e onde estão os financiadores ,Importância e estratégias das Alianças e Parcerias; Ciclo dos passos da formalização das alianças e parcerias; Tendências gerais das cooperações internacionais e governamentais; Fundações e Organismos, nacionais e internacionais de repasse de recursos e exigências dos financiadores; Recursos Públicos diretos: subvenções sociais,auxílios, contribuições, convênios, termos de parcerias, imunidades de impostos, imunidade de contribuições sociais, isenção, incentivos fiscais e as Certificações ;Doações destinadas às atividades audiovisuais, Doações destinadas às instituições de ensino e pesquisa, Incentivo ao Esporte, Leis de incentivo à cultura : federal, estadual e municipal/Lei Rouanet ;Prêmios e concursos; Ações criativas de mobilização de recursos; Domínio de ferramentas técnicas e planejamento na Mobilização /Captação de Recursos; A importância do Planejamento e da sistematização das ações; Plano de Mobilização/Captaçã o de Recursos; A criação de Banco de dados ;Monitoramento da Mobilização/Captaçã o; /Estratégia de Mobilização Política/desenvolven do uma estratégia de construção de uma relação política com potenciais parceiros/apoiadore s; Alinhamento da estratégia da Mobilização de Recursos e as causas Sociais;; Um olhar sistêmico da Organização/Projeto; Identidade, Governança, processos,internos, credibilidade, missão,visão, valores, intencionalidade ética, capacidade de investimento, saúde financeira, gestão de pessoas, Certificações, legitimidade e exigência para financiamentos: Apresentação de editais e Projetos
DIA: QUINTA FEIRA HORA: 19:00 AS 21:00
INÍCIO: 27 DE MAIO/2010 - DURAÇÃO : 3 MESES- MODULO I –
COM O MODULO II- MAIS 1 MES (opcional)
LOCAL: ONG RIO CARIOCA – INSTITUTO INTERDISCIPLINAR
RUA BARÃO DO FLAMENGO – 32/ 12º ANDAR (10 minutos do Centro do RJ, Metrô Largo do Machado e Flamengo, perto das ruas Marquês de Abrantes Senador Vergueiro, Praia do Flamengo - Ônibus de Niterói e Zona Norte - Não pergar ônibus que vai pelo aterro)
INVESTIMENTO:
MODULO I -PODE SER PAGO EM ATÉ 3 PARCELAS MENSAIS (MAIO/JUNHO/JULHO) : 150,00 (CENTO E CINQUENTA REAIS P/ MÊS
MODULO II (AGOSTO)1 PARCELA DE 150,00 (CENTO E CINQUENTA REAIS)

DESCONTO DE 10% PARA ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO E PARA O PARTICIPANTE QUE DESEJAR PAGAR EM UMA PARCELA ÚNICA
TEL: -(21)2611-3103/ (21)9766 – 2693– BERNARDETE(21) 2225-6135/(21)3264-6012- LEILA–I.RIO CARIOCA
OBS: Os interessados deverão entrar em contato com o telefone acima e fazer a pré-inscriçao.
NO FINAL DO CURSO É ENTREGUE: CERTIFICADO( PARA 80% DE PARTICIPAÇÃO), 1 CD COM A RELAÇÃO DE TODOS OS AGENTES FINANCEIROS, NACIONAIS E INTERNACIONAIS COM O PERFIL DE CADA UM.
Bernardete B. Teixeira
bernacapacitacao@predialnet.com.br
:MBA Gerenciamento de Projetos Empresariais e 3º Setor, Pós Graduação: em Serviço Social , Drogas, Gestão de RH, Especialização em Grupo Familiar e Adolescência /Assessoria e Consultoria em Empresas, Responsabilidade Social,Projetos Sociais e Adolescência – Coordenadora do Curso “REGESTAÇÃO-Curso Vivêncial/Conselheira do Instituto Rio Carioca -www.institutoriocarioca.org.br
Professora no Curso de Gerenciamento do 3º setor, módulo de Mobilização de Recurso, na Fundação Getúlio Vargas
Assistente Social – FAPES-BNDES

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Videoteca Virtual Gregório Bezerra

A Videoteca Virtual Gregório Bezerra organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em parceria com o projeto Armazém Memória tem como proposta disponibilizar filmes e vídeos sobre a questão agrária brasileira, visando qualificar no conjunto da sociedade o debate sobre a reforma agrária no Brasil.

Através de um catálogo geral em ordem alfabética e acessos organizados por temas, com produções de várias épocas sobre a luta pela terra, reúne conteúdos sobre, documentários, material de imprensa, violência no campo, atuação sindical rural, depoimentos, material pedagógico, eventos e temas gerais, onde o usuário encontará um farto conteúdo sobre reforma agrária, debate nacional que vêm se arrastando, sem solução, há décadas.

Desenvolvemos também outras formas do acesso além dos catálogos geral e temáticos:

O Cine Debate voltado às discussões sobre a questão agrária nacional, cujo espaço reúne filmes e vídeos ligados aos temas propostos, constituindo-se assim numa referência virtual aos temas da reforma agrária e as questões do campo brasileiro, sendo uma ferramenta pedagógica dedicada ao estudo e à troca de idéias entre os usuários.

As Salas de Cinema, espaços virtuais de lançamentos e destaque de filmes e vídeos sobre o campo brasileiro e o deFATO TV, cuja programação é fruto de um trabalho coletivo coordenado pelo Jornal Brasil de Fato em parceria com as Brigadas de Áudio-Visual do MST, proporcionam uma janela para o presente.

As Sugestões de Vídeos apresentam destaques aos filmes e vídeos reunidos nos catálogos temáticos.

Disponibilizamos também acesso à Biblioteca Pública Virtual da Luta pela Terra, que reúne o material pedagógico desenvolvido em texto e outros suportes, sendo uma ferramenta de apoio para aqueles que queiram aprofundar o estudo dos temas assistidos nos filmes e vídeos da videoteca.

Ao abrir acesso universal, livre e gratuito aos conteúdos dos filmes e vídeos na internet, queremos reforçar o Direito de Acesso à Informação e Educação, pilares fundantes desta iniciativa e fomentar o uso do conteúdo disponibilizado em salas de aula e espaços culturais, em pesquisas, seminários e encontros, tendo na Videoteca Virtual Gregório Bezerra um pólo de organização de uma rede de entidades sociais, centros de documentação e pessoas, que incluam em seus trabalhos a prática, difusão e discussão dos valores e princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos aplicados à questão agrária nacional e à defesa do trabalhador do campo.

A Videoteca Virtual Gregório Bezerra é um passo importante para o esclarecimento do tema na sociedade, apresentando através da reunião da produção contínua em filmes e vídeos, as denúncias, opiniões, esforços e propostas de tantos brasileiros e brasileiras, que estão envolvidos em realizar uma Reforma Agrária no Brasil, como fator fundamental para afirmação de direitos e cidadania em nosso país e nosso desenvolvimento pleno enquanto nação.

Participe conosco da construção da rede de usuários da Videoteca Virtual Gregório Bezerra.

João Paulo Rodrigues
Direção Nacional do MST.

Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de SP.
Coordenador do Projeto Armazém Memória.


Acesse o site: http://www.armazemmemoria.com.br/cdroms/videotecas/MST/index.htm

Imagem: http://www.mediabistro.com/galleycat/original/logo-audiobook.jpg

Campanha contra o trabalho escravo do agronegócio


De 25 a 27 de maio, representantes do governo, de organizações de empregadores e da sociedade civil se reunem em Brasilia no I Encontro Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, para debater um tema que, em pleno século XXI, ainda preocupa o Brasil.

Promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o encontro reunirá especialistas para discutir as formas de combate a esta grave violação dos direitos humanos.

A abertura do Encontro - no dia 25 de maio, às 19 horas - que será realizado no auditório principal da Procuradoria Geral da República, em Brasília, terá a presença de quatro ministros (Paulo Vannuchi, dos Direitos Humanos; Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego; Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário; e Wagner Rossi, da Agricultura e Pecuária), além do Diretor da Organização Internacional do Trabalho para a América Latina e o Caribe, Jean Maninat.

Os atores Wagner Moura, Leonardo Vieira e Vic Militello atuarão como mestres de cerimônia.

Além das discussões técnicas de temas como “Por que o trabalho escravo persiste?”, “O Papel do Congresso Nacional no Combate ao Trabalho Escravo”, “Trabalho Escravo e Responsabilidade Empresarial”, dois atos deverão marcar o Encontro.

No dia 26, às 13 horas, haverá uma audiência na Câmara dos Deputados para a entrega de um abaixo-assinado pedindo a urgente aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras de quem utilizou trabalho escravo. No dia 27, os participantes do Encontro deverão realizar um ato público no gramado em frente ao Congresso Nacional pedindo a aprovação da chamada “PEC do Trabalho Escravo", em evento marcado para as 14h30.

Apesar dos avanços no combate ao trabalho escravo serem reconhecidos por entidades internacionais, como a OIT, o problema ainda persiste no Brasil e em importantes setores econômicos. Desde o início das operações do grupo móvel de fiscalização do governo federal, em 1995, mais de 36 mil trabalhadores foram libertados dessa condição em todo o país.

I Encontro Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
25 a 27 de maio de 2010
Auditório Principal da Procuradoria Geral da República (PGR)
SAF (Setor de Administração Federal Sul), Quadra 4, Lote 3
Zona Civico Administrativa Brasília (DF)
Informações: (61) 3105-6403


Informações extraídas no portal: http://www.mst.org.br/node/9919

Não cabe à Polícia julgar sobre a vida

"Infelizmente, o que me traz a esta tribuna é um fato dos mais lamentáveis na área de segurança pública – a área de segurança pública já foi debatida por alguns Deputados que me precederam –, dos mais graves que já vi. Trabalho com o tema há muitos anos, há mais de 20 anos acompanho e faço debates sobre a segurança pública, que, infelizmente, é o principal debate no Rio de Janeiro, um lugar de inúmeras violações de direitos, onde a concepção de segurança é a garantia de privilégios para alguns e da barbárie promovida pelo Estado para outros. A nossa concepção de ordem é cada vez mais a ordem de um Estado autoritário na sua relação com aqueles que sobraram de uma sociedade de mercado.Venho aqui narrar, Srs. Deputados, um fato ocorrido hoje pela manhã. Houve uma operação policial envolvendo a Polícia Militar e o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, o conhecido Bope. Eles foram ao Morro do Andaraí e, nesse episódio de hoje (19/5), mataram dois jovens, um de 21 e outro de 24 anos.

Segundo o relato de diversos moradores, que estão indignados, esses dois jovens — provavelmente com envolvimento, sim, no tráfico de drogas local, o que chamamos de “varejo da droga” — foram rendidos e foram assassinados, ou seja, houve a prática da execução sumária, como lembra V. Exa., o que é gravíssimo.

Temos que ter a coragem de fazer esse debate: não cabe à Polícia o julgamento sobre a vida ou sobre a morte dessas pessoas. Isso é muito sério, muito grave, e para isso nós temos o Estado e temos o Poder Judiciário.
Segundo o relato de diversos moradores, essas pessoas estavam rendidas e foram assassinadas. Não cabe e é inadmissível esse tipo de coisa. Mas não para por aí. O mais grave aconteceu depois.

Depois desse episódio, soldados do Bope chegaram à Rua Ferreira Pontes, que é na subida do Andaraí, e encontraram o que algumas pessoas na Polícia chamam de “elemento suspeito”, porque na favela, lamentavelmente se constrói a cultura do “elemento suspeito”, do inimigo interno, criada fundamentalmente pela cabeça de nossos governantes.

E um trabalhador que estava na sua casa, fazendo uma obra, fazendo um reparo, com uma furadeira nas mãos – dessas que se compra em qualquer loja –, foi brutalmente assassinado pela Polícia. E porque estava com uma furadeira nas mãos. Claro que o policial, quando percebeu o que tinha feito, se desculpou. E está tudo resolvido. Essa pessoa perdeu sua vida, porque tinha em suas mãos uma furadeira. Foi assassinado.

Em que lugar, Sr. Presidente, em que lugar do mundo uma pessoa que tem uma furadeira nas mãos, que está trabalhando em sua casa, corre risco de morte e pode ser assassinada por uma força pública, por um agente do Estado?
Isso só pode acontecer naquele espaço, naquele território onde o Poder Público não entra com suas obrigações; onde o Poder Público não garante escola de qualidade, não garante o posto de saúde, não garante a creche, não garante a segurança para esses moradores, mas entra com a Polícia, na lógica da guerra, na lógica do território bélico, na lógica de que a Segurança Pública se faz matando pessoas.

Da mesma maneira com que mataram os dois, lá em cima, e ninguém da sociedade vai reagir, porque vão dizer que tinham envolvimento com o tráfico, então cabe a eles a morte e cabe à Polícia a execução. Mas sobre esse cidadão, com a máquina furadeira na mão, não dá para dizer a mesma coisa. Não dá! Aí, foi “um erro” e não adianta agora o Governador vir a público e apenas se desculpar com essa família. Não adianta agora o Governador virar para esse policial, que apertou o gatilho, e dizer que ele é um débil mental, porque, há cinco minutos, ele poderia ter sido um herói porque matou os outros dois. Mas agora não: ele é um débil mental, porque ele matou alguém com uma furadeira na mão, que, claramente, era um trabalhador.

Não é essa a postura que se espera de um governador, porque ele tem uma enorme responsabilidade sobre um fato como esse, porque é dele que brota o discurso da guerra; é dele que brota o discurso de que a solução para a favela é só a Polícia. É a policização do dia a dia e o controle absoluto sobre essas pessoas, sem nenhuma construção de uma cultura de direitos. Nenhuma!

O que justifica, na Favela Santa Marta, que está “pacificada” – como o Governo diz – há um ano, não ter ainda um posto de saúde funcionando? Um posto! Por que não tem? Porque continuam achando e continuam construindo a cultura de que favela é lugar de Polícia – e apenas da Polícia –, porque são senzalas a serem vigiadas, porque “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, já cantava o Marcelo Yuka.

É essa a concepção escravocrata do olhar sobre o que sobrou de uma sociedade de mercado e que conduz a lógica da Segurança Pública. E é por isso que essa pessoa, de 47 anos, foi hoje assassinada porque tinha uma furadeira na mão. Ela não foi assassinada porque tinha uma furadeira na mão; foi assassinada porque tinha uma furadeira na mão e era moradora de favela. Por isso foi assassinada! Porque a lógica da segurança pública é a lógica da barbárie: disputa com o crime quem é mais bárbaro. Não constrói uma cultura de direitos; não constrói autonomia; não discute com essas pessoas. É uma concepção de cidade como se eles não tivessem um papel decisivo. É inadmissível! Este é um caso emblemático; é um caso que deve ser denunciado. Não é uma exceção. Não é!

Porque a mesma lógica que fez a polícia matar dois e ter certeza que poderia fazer isso porque tem respaldo dos governantes porque os dois tinham envolvimento com o crime é a mesma lógica que faz esse outro ser executado com uma furadeira na mão. É a mesma lógica, é o mesmo raciocínio, é a mesma concepção de polícia, é a mesma concepção de segurança pública. Aquela que nas favelas tem o único dever do controle e não da garantia de direitos.

Sr. Presidente, isso é inaceitável. A Comissão de Direitos Humanos já está no local conversando com os familiares. Vamos trazê-los aqui; vamos levá-los ao Ministério Público; vamos exigir que este Governo se responsabilize por isso. Será covarde, será mais covarde o Governador do que foi a Polícia se colocar a culpa só na Polícia, e não na concepção que nasce deste Governo sobre segurança pública. É do Governador que vamos cobrar."
Obrigado, Sr. Presidente.
Marcelo Freixo
Plenário da Alerj, 19 de maio de 2010


Informações obtidas pelo site: marcelofreixo.com.br/site/






Sequestro de crianças


21/05/2010

Mães do Movimento Helaiz — de luta por prevenção e por investigação policial do desaparecimento e sequestro de crianças no Rio de Janeiro — reuniram-se na terça-feira (18/5) com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, Marcelo Freixo, e com o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, no Ministério Público, para reivindicar uma ação mais efetiva do Estado. Nesta quarta-feira (19/5), elas também foram ao Complexo da Maré para um debate sobre o problema com adolescentes alunos do curso preparatório para o ensino médio do Centro de Ações solidárias da Maré (Ceasm). Ambas as ações ocorreram durante a semana de Enfrentamento do Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A reunião no MP teve resultado rápido. Nesta própria quinta foi instituído um grupo de trabalho formado por promotores criminais e da Infância e Juventude, que já realizou a sua primeira reunião, para apurar como o poder público tem tratado esse tipo de crime. O segundo passo será uma reunião dos promotores com mães de vítimas. O debate na Maré, mediado pela assistente social Ariane Paiva, do Ceasm, também teve efeito imediato. Os jovens demonstraram sensibilidade e interesse em assumir um papel multiplicador em ações preventivas contra o sequestro e o desaparecimento de crianças.
O movimento Helaiz, criado em 2006, desenvolve o Projeto Sou da Vez, uma ação preventiva de conscientização social e de mobilização para o cuidado permanente em relação a crianças e adolescentes. O projeto envolve a realização de encontros, palestras e atividades lúdicas de sensibilização, assim como prevê a captação e capacitação de voluntários para atuar como guardiões das crianças nas comunidades.
O perfil das vítimas é recorrente. A maioria é de meninas de 8 a 14 anos, moradoras de favelas, alunas da rede pública de ensino, que vão e voltam das escolas e ficam em casa sozinhas enquanto os pais, sem dinheiro para babás, saem para trabalhar. E esse tipo de crime não é investigado na Divisão Antissequestro (DAS) da Polícia Civil porque não envolve pedido de resgate. “Fica em questão o valor da vida. Está claro que o Estado dispõe de uma unidade especializada que zerou somente o sequestro mediante extorsão, enquanto os outros casos, de vítimas pobres, ficam dispersos. É preciso centralizar esse tipo de investigação”, defende Freixo, que, de acordo com o pleito das mães do Helaiz, também apresentou projeto de lei para criação de um cadastro estadual único de casos de sequestro e desaparecimento de crianças e adolescentes.
Não tem dois meses que sumiu, por exemplo, a menina Gisela Andrade de Jesus, de 8 anos, quando voltava da escola para casa, no Complexo da Maré, em 25 de março. Não foi a primeira, nem será a última vítima. Ela é uma entre centenas de crianças que desaparecem ou são sequestradas por ano no Rio de Janeiro e o seu caso prossegue sem solução. Mãe de Maria Heloísa, sequestrada no Morro do Tuiuti, em São Cristóvão, e encontrada morta, aos 9 anos, em Seropédica, em 2006, Helena Elza de Figueiredo não fundou, com outras mães, o Movimento Helaiz, por acaso: “Para garantir proteção em tempo integral para as nossas crianças é que temos como missão cobrar das autoridades que o Estado cumpra a sua parte, que crie políticas de proteção, como escola em tempo integral, e também investigue os casos. Além disso, também procuramos fazer a nossa parte, nessa luta pelo resgate da solidariedade comunitária para o cuidado das crianças”.

Informações obtidas pelo site: marcelofreixo.com.br/site/

Evento na ALERJ!


Tito de Alencar Lima nasceu em 1945, em Fortaleza, um caçula entre onze irmãos. Cresceu entre coqueiros e dunas. Cedo concluiu que só a vida religiosa daria sentido luminoso aos seus passos. Foi aluno dos jesuítas e militante da Juventude Estudantil Católica. Em 1966, entrou no noviciado dominicano, em Belo Horizonte. Dali, transferiu-se para a capital paulista. Como não separasse a fé do compromisso social, envolveu-se na luta revolucionária.
Frei Tito foi preso em 1969, quando a polícia invadiu seu convento. Em sua dor gravou-se o que de mais hediondo produziu o militarismo brasileiro e, nele, reflete-se a venerável indignação de quantos acreditam na política como expressão coletiva de princípios éticos.
Para resgatar a memória deste mártir da luta contra a ditadura militar e reafirmar a importância da abertura dos arquivos sobre a ação de repressão aos opositores do regime, o Mandato Marcelo Freixo realizará na próxima terça-feira (25/5), às 19h, no plenário do Palácio Tiradentes, homenagem solene a Frei Tito, preso e torturado durante a ditadura militar na chamada Operação Bandeirante (Oban), organização comandada pelo Exército que perseguia grupos de resistência ao regime ditatorial. Na ocasião será conferida a Madalha Tiradentes Post-Mortem ao homenageado, falecido em Paris, em 1974.
Para lembrar a importância histórica deste intelectual, duplamente comprometido, religiosamente e politicamente, estarão à mesa de palestras os freis Betto e Oswaldo Rezende, o deputado federal Chico Alencar, o presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, a presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Cecília Coimbra, a coordenadora do MST Marina dos Santos e o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi.

A entrada é aberta ao público.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Surdos ganham intérprete de sinais em shows de shopping na Zona Norte


O intérprete Alexsander Pimentel se comunica com o grupo de  deficientes auditivos na linguagem de sinais. Foto: Bruno  Gonzalez/Extra

Uma simples interpretação separava o mundo silencioso de Lidiane Ferreira, de 23 anos, e seus amigos do prazer de entender as músicas cantadas nos espetáculos de um shopping da Zona Norte do Rio. Não separa mais. Por uma iniciativa da estudante de Pedagogia do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (libras) foi contratado para que o grupo pudesse interagir com o show, no último dia 5. Atento à atitude dos deficientes auditivos, o estabelecimento comprou a ideia e decidiu contratar profissionais para todas as apresentações.

— Foi maravilhoso! Incrível! Eu fiquei muito feliz e adorei todas as músicas da Sandra de Sá. Já fui a vários shows, mas não tinha intérprete. Chamei um porque queria acompanhar o que o cantor estava falando, cantando. Antes, não entendia nada. Só olhava os gestos — explica Lidiane, através do intérprete Alexsander Pimentel.

Ele e a colega Sueli Serra, da Federação Inclusiva de Surdos e Intérpretes (Feisi) são os profissionais contratados pelo shopping para as próximas apresentações, nos dias 9 e 10 de junho.


— Quando identificamos o intérprete, o convidamos para subir ao palco. E vimos como uma grande oportunidade poder oferecer esse serviço já no show do dia seguinte (da cantora Danni Carlos). É muito importante como inclusão social e de lazer — diz Maria Fernanda de Paoli, gerente de marketing do NorteShopping.


Profissional há 15 anos, Alexsander vê na linguagem de sinais uma troca:
— A sensação de ver um surdo se emocionar é muito boa. Já vi muitos chorarem.

Uma simples interpretação separava o mundo silencioso de Lidiane Ferreira, de 23 anos, e seus amigos do prazer de entender as músicas cantadas nos espetáculos de um shopping da Zona Norte do Rio. Não separa mais. Por uma iniciativa da estudante de Pedagogia do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (libras) foi contratado para que o grupo pudesse interagir com o show, no último dia 5. Atento à atitude dos deficientes auditivos, o estabelecimento comprou a ideia e decidiu contratar profissionais para todas as apresentações.

— Foi maravilhoso! Incrível! Eu fiquei muito feliz e adorei todas as músicas da Sandra de Sá. Já fui a vários shows, mas não tinha intérprete. Chamei um porque queria acompanhar o que o cantor estava falando, cantando. Antes, não entendia nada. Só olhava os gestos — explica Lidiane, através do intérprete Alexsander Pimentel.

Alexsander no palco, à esquerda, no dia do show. Foto: divulgação

Apesar de muitos, sem serviço diferenciado


Alexandra Paiva afirma que é constrangedor ter que anotar os pedidos para ser entendida Nos fins de semana, um grupo de cerca de cem pessoas com deficiência auditiva frequenta o shopping — a maioria estudantes do Ines.

E nem todos vivem na Zona Norte. Lidiane é de Anchieta, Samuel Davi, de 21 anos, de São Gonçalo, e há ainda moradores de municípios da Baixada Fluminense. A outra opção predileta deles são as praias.

— Aqui, o cinema é maior e tem muitos ônibus que nos deixam na porta principal. Também é um ponto de referência, porque sabemos que outros amigos vêm para cá — ressalta Samuel.

Apesar de ser uma comunidade considerável de consumidores, as queixas sobre o atendimento não diferenciado ainda são muitas.

— Uma vez tentei me comunicar com o funcionário na bilheteria do cinema, através do vidro, mas ele me deu o ingresso com o horário errado da sessão.

Podia haver um intérprete ali — sugere Samuel, que já viu seu pedido trocado também numa rede de fast food: — Pedi um sanduíche sem molho e entenderam que eu queria cebola!

Alexandra Paiva, de 40 anos, fala sobre o que é considerado desagradável para um deficiente auditivo: ser obrigado a escrever o que quer falar, sem nenhuma forma de interação com a pessoa que o atende.

— É constrangedor.

E dá para notar pela expressão se a pessoa está de boa vontade. A gerente Maria Fernanda de Paoli informou que o shopping estuda oferecer, em breve, mais serviços para o público surdo.

Alexandra Paiva:  constrangimento ao anotar pedido em papel.

Serviço:

Cursos de libras

A Federação Inclusiva de Surdos e Intérpretes (Feisi), em Nilópolis, oferece cursos de libras (o básico custa R$ 30, com 16 horas de duração) e oficinas de capacitação para intérpretes.

Sinais na internet

Para quem quer ter contato com a linguagem de sinais, uma opção é o site da sociedade Acesso Brasil. Basta acessar http://www.acessobrasil.org.br/libras/, escolher uma palavra do dicionário online e observar como a intérprete a traduz numa tela ao lado. A demonstração pode ser repetida.

Educação

O Instituto Nacional de Educação do Surdos fica em Laranjeiras. Telefone: 2285-7597.

Música na rede

No Youtube, há vídeos de Alexsander Pimentel interpretando músicas. Basta buscar por music libras.



Fonte: http://extra.globo.com em 15.5.2010


ORKUT, YOUTUBE, MERCADO LIVRE E DIREITOS DO CONSUMIDOR

EMERJ - FÓRUNS PERMANENTES

CONVITE

O Diretor-Geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro - EMERJ, e o Presidente do Fórum Permanente de Direito do Consumidor, Desembargador José Carlos Maldonado de Carvalho, CONVIDAM para a Palestra: “ORKUT, YOUTUBE, MERCADO LIVRE E DIREITOS DO CONSUMIDOR”, tendo como palestrante o Procurador do Estado e Professor de Direito Civil da PUC-RJ, DR. ANDERSON SCHREIBER. O evento realizar-se-á em 24 de maio de 2010, das 10:00h às 12:00h, no Auditório Nelson Ribeiro Alves - EMERJ, sito na Av. Erasmo Braga, 115, 4º andar, Centro-RJ.

Serão concedidas horas de estágio pela OAB/RJ para estudantes de Direito participantes do evento.

Poderão ser concedidas horas de atividade de capacitação pela ESAJ aos serventuários que participarem do evento (Resolução 17/2006, art.4º, inciso II e § 3º, incisos I, II e III- Conselho da Magistratura).

Inscrições gratuitas (vagas limitadas)

Informações: Secretaria da EMERJ: 3133-3369/3133-3380

Inscrições: Exclusivas pelo site da EMERJ.

www.emerj.tjrj.jus . br

A MULHER E O MERCADO DE TRABALHO

A Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro - EMERJ e a Presidente do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero, Juíza de Direito Dra. Adriana Ramos de Mello, CONVIDAM os Magistrados, Promotores de Justiça, Procuradores do Estado e do Município, Defensores Públicos, Advogados, Estagiários da EMERJ, servidores e demais interessados para a 8ª reunião do Fórum, a realizar-se no dia 28 de maio de 2010, das 10:00 às 12:00 horas, no Auditório Nelson Ribeiro Alves (EMERJ), sito na Av. Erasmo Braga, 115/ 4º andar, Palácio da Justiça, Centro, RJ. O tema versará sobre: “A MULHER E O MERCADO DE TRABALHO”, tendo como palestrante: Profª. Eunice Léa de Moraes - Gerente de Projetos da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - Presidência da República.

Serão concedidas horas de estágio pela OAB/RJ.

Poderão ser concedidas horas de atividade de capacitação pela Escola de Administração Judiciária aos serventuários que participarem do evento (de acordo com a Resolução nº 17/2006, art.4º, inciso II e § 3º, incisos I, II e III do Conselho da Magistratura).

Informações: telefones 3133-3369/3133-3380

Inscrições: Exclusivas pelo site da EMERJ - www.emerj.tjrj.jus.br

O CÓDIGO DE PROCESSO PENAL E O PROJETO DE LEI DO SENADO FEDERAL Nº156/09 À LUZ DO SISTEMA ACUSATÓRIO

CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS

EMERJ – FÓRUNS PERMANENTES

CONVITE

A Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro - EMERJ e o Presidente do Fórum Permanente de Especialização e Atualização nas Áreas do Direito e do Processo Penal, Desembargador Nildson Araújo da Cruz, CONVIDAM os Magistrados, Promotores de Justiça, Procuradores do Estado e do Município, Defensores Públicos, Advogados, Estagiários da EMERJ, servidores e demais interessados para a 18ª reunião do Fórum, a realizar-se no dia 31 de Maio de 2010, das 17h:30min às 20h, no Auditório Antonio Carlos Amorim (EMERJ), sito na Av. Erasmo Braga, 115/ 4º andar, Palácio da Justiça, Centro, RJ. O tema versará sobre: “O CÓDIGO DE PROCESSO PENAL E O PROJETO DE LEI DO SENADO FEDERAL Nº156/09 À LUZ DO SISTEMA ACUSATÓRIO”, tendo como palestrante o Doutor Jacinto Nelson de Miranda Coutinho (Doutor em Diritto Penale e Criminologia pela Università degli Studi di Roma - La Sapienza. Membro da Comissão de Juristas Responsável pela Elaboração do Projeto de Reforma do Código de Processo Penal).

Serão concedidas horas de estágio pela OAB/RJ.

Poderão ser concedidas horas de atividade de capacitação pela Escola de Administração Judiciária aos serventuários que participarem do evento (de acordo com a Resolução nº 17/2006, art.4º, inciso II e § 3º, incisos I, II e III do Conselho da Magistratura).

Informações: telefones 3133-3369/3133-3380

Inscrições: Exclusivas pelo site da EMERJ - www.emerj.tjrj.jus.br

II Congresso Brasileiro de Saúde Mental

Local: Maracanã- UERJ - RJ

Data: 03/06/10

Custo: gratuito

Maiores Informações: http://www.saudemental2010.com.br/

Observações: Evento a se realizado do dia 3 a 5 de Junho de 2010 na UERJ.

Jorgina, a golpista do INSS, terá de devolver R$ 200 milhões

Famosa fraude da década de 90 teria provocado, ao todo, um rombo de até R$ 500 milhões na Previdência

Agência Estado

SÃO PAULO - A 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro condenou a advogada Jorgina de Freitas a devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos. Ela foi acusada de ter causado o maior rombo da história do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na década de 90. Segundo informações da Agência Brasil, a Justiça manteve bloqueados os bens de todos os envolvidos na fraude, além de também ter condenado o contador Carlos Alberto Mello.
Wilton Júnior/ AE
Wilton Júnior/ AE

Neste retrato, tirado em 2004, Jorgina participa de culto na Penitenciária Talavera Bruce, zona oeste do Rio

A fraude teria provocado, ao todo, um rombo de até R$ 500 milhões na Previdência, mais da metade de toda a arrecadação do INSS na época. Condenada a 14 anos de prisão em 1992, Jorgina fugiu para a Costa Rica. A advogada só foi recapturada em 1998, e está presa desde então. Ainda segundo a Agência Brasil, cerca de R$ 69 milhões do dinheiro subtraído dos cofres públicos pela fraude já foram devolvidos.

Texto atualizado às 11h43 para correção de informações


Informações extraídas do portal: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,jorgina--a-golpista-do-inss--tera-de-devolver-r-200-milhoes,not_19292,0.htm


PT- PSDB: Diferenças?



19/05/2010



Por Cesar Sanson

Em 2010, o PT e o PSDB disputarão pela quinta vez consecutiva a Presidência da República. Em duas delas (1994 e 1998), o PSDB levou a melhor; nas duas seguintes (2002 e 2006), ganhou o PT. Os dois partidos perdem em tamanho para o PMDB, partido que reúne o maior número de parlamentares no Congresso e mandatos no executivo em âmbito municipal e estadual, porém, PT e PSDB, já há algum tempo polarizam a política nacional. Os demais partidos, com poucas exceções, gravitam em torno de ambos.

Em que pese à intensa e já histórica disputa que travam os ataques verbais e acusações que trocam mutuamente e permanentemente, as diferenças dos partidos, principalmente programática e de método - o jeito de se fazer política - são menores do que se pensa. A afirmação pode parecer pouco compreensível e anacrônica ainda mais às vésperas das eleições e, sobretudo, quando se ouve reiteradamente que as eleições colocarão em disputa diferentes projetos políticos.

Nos últimos anos, entretanto, mais do que projetos políticos, PT e PSDB disputam o poder. O PT quando assumiu o governo não rompeu com a política econômico-financeira do PSDB e tratou de juntar à ortodoxia econômica políticas sociais de forte incidência junto aos mais pobres; agora tampouco, o PSDB romperá com as políticas sociais do PT.

Faz algum tempo circulam análises de que PT e PSDB são estampas da matriz paulista – o "motor" do capitalismo brasileiro – e com o advento da nova ordem econômica internacional, a globalização, a representação financista (PSDB) e produtivista (PT) fizeram com que os mesmos se aproximassem programaticamente.

A partir dessa perspectiva, Fernando Henrique Cardoso (FHC) teria governado oito anos a partir dos interesses paulistas articulados aos interesses do capital financeiro internacional, e Lula a partir do capital produtivo sem, entretanto, afrontar os interesses do capital financeiro.

O governo Lula passou a ser o grande modelo de governo mundial, um governo capaz de unir o que antes era impensável: o mercado com o social. Por um lado, preservam-se os interesses da banca financeira, e por outro, atende-se os pobres com o Bolsa-Família - um vigoroso programa social que distribui renda para mais de 12 milhões de famílias brasileiras. A síntese dessa singularidade é manifesta pelo livre trânsito de Lula no Fórum Social Mundial e no Fórum Econômico Mundial. Em ambos, Lula é aplaudido.

Para além da semelhança programática, PT e PSDB se parecem cada vez mais iguais no jeito de fazer política. A ruptura prometida com a 'Velha República' e inclusive com a 'Nova República', através do surgimento do PT que arrombou a política nacional pela 'porta dos fundos' e se apresentou com a grande novidade na política brasileira não se efetivou. O PT e o governo Lula repetem os velhos métodos condenáveis da política nacional, ou seja, o clientelismo e o fisiologismo como regra justificável para se manter a governabilidade.

Se o PSDB tinha o PFL como grande aliado, o PT tem o PMDB. Ambos, PFL e PMDB em seus respectivos momentos de partilha do poder arrancam o que podem - cargos e recursos - para dar sustentação política aos "titulares" do poder. Foi o governo de coalizão que fez ressurgir no cenário nacional figuras que julgavam-se superadas como José Sarney, Jader Barbalho, Romero Jucá, Geddel Oliveira, Collor de Mello, entre outras. Tudo passou a ser justificado pela governabilidade.

Tristemente o PT foi também aos poucos sucumbindo ao centralismo, caciquismo e personalismo. A defendida tese de que os partidos é que devem ser valorizados e não as pessoas, foi sendo deixada de lado. A realidade é que o PT foi engolido por Lula. É Lula quem decide, arbitra, define. Tudo passa por ele, do presidente do partido ao candidato à sucessão presidencial.

Cesar Sanson é pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores e doutor em sociologia pela UFPR (Universidade Federal do Paraná)


Alguns recados do Irã: a paz invadiu o meu coração





Por Beto Almeida

Após o anúncio do acordo construído entre Brasil, Irã e Turquia para evitar que a nação persa sofra novas sanções ou que tenha que renunciar ao seu direito de desenvolver a tecnologia nuclear para fins pacíficos, já se nota em certos segmentos políticos e midiáticos brasileiros uma tentativa de desmerecer a importância da iniciativa do presidente Lula que conseguiu apoio também da Rússia e da China.

Por isso mesmo vale colocar em realce - como já tem feito a imprensa internacional - os desdobramentos políticos que o Acordo Nuclear Brasil-Irã-Turquia poderá promover. A viagem de Lula à Teerã foi cercada de imenso ceticismo, silencioso ou declarado, como o da Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton que disse que o presidente brasileiro iria ter que enfrentar uma montanha de problemas, desacreditando do êxito de sua empreitada. É como se não soubesse que Lula, desde que nasceu, enfrentou os mais montanhosos e espinhosos problemas que seres humanos pobres, nascidos no Nordeste, foram obrigados a enfrentar, a começar por vencer a pena de morte a céu aberto que executava crianças nordestinas pela fome dia-a-dia, fenômeno político denunciado com franqueza e precisão por outro nordestino mundialmente respeitado, Josué de Castro. Na mesma linha, o chanceler francês - que não acredita que o fim da tarde é lilás - chegou a afirmar de modo deselegante e desrespeitoso, que Lula seria embromado pelos iranianos, sendo obrigado a corrigir-se e a desculpar-se por orientação do presidente Sarkozy, este talvez mais pragmático e interessado na bilionária venda dos aviões Rafale para o Brasil.

O acordo é uma lição para muita gente. Não seria petulante afirmar que o episódio constitui grande recado para o presidente dos EUA, Barack Obama. Afinal, não deveria ser dele, Prêmio Nobel da Paz, a iniciativa principal de promover o diálogo, insistir em saídas pacíficas, apostar em soluções cooperativas, ao invés de falar precipitadamente na lógica das sanções que, obviamente, são muito interessantes para as encomendas da indústria bélica? Talvez por ser prisioneiro do Complexo-Militar-Industrial, denunciado por um ex-presidente dos EUA, Obama ainda não demonstrou claramente estar o Prêmio nas mãos mais adequadas....



O acordo firmado entre Lula, Ahmadinejad e o chanceler turco Ebergan manda recados também para o Conselho de Segurança da ONU, que, antes mesmo de explorar as possibilidades de uma saída pelo diálogo e que não implicasse no veto aos países que - como o Irã e o Brasil, entre outros - estão desenvolvendo tecnologias nucleares para finalidades pacíficas, deu péssimo exemplo de intolerância e prepotência ao mundo. O Conselho só tem falado em sanções, em ameaças, sem sequer referir-se ao fato que a via das sanções aplicadas por ele até hoje tem resultado, fundamentalmente, em castigos militares de gigantescos sofrimentos, perdas de vidas, destruição e rigorosamente nenhuma solução, como se observa no Afeganistão e no Iraque.

Embora o impacto internacional positivo seja inegável, o acordo traz ingredientes novos para o debate político brasileiro já que o candidato oposicionista, José Serra, manifestou-se de maneira negativa à viagem de Lula ao Irã, afirmando que nem iria lá, nem convidaria o presidente iraniano a vir ao Brasil. Se o objetivo é buscar soluções negociadas, por meio de conversações complexas e delicadas, como podem Obama, o chanceler francês, o Conselho da ONU e José Serra não privilegiarem o diálogo direto com a parte envolvida, o Irã, para se alcançar a paz? Sintonia entre tucanos e falcões....

Para a mídia sobram muitas lições, sobretudo para grande parte da mídia brasileira que, desde o anúncio da viagem de mandatário brasileiro à antiga Pérsia encontrou inúmeras qualificações negativas e pessimistas para a iniciativa, algumas de escassa qualificação, como aquelas que davam a entender que o “Lula não se enxerga”, ou que “isto é apenas uma bravata”. Ou, então, que seria pretensioso acreditar que o Brasil poderia ter alguma importância na solução de um problema de tão grande porte e tão distante. Uma por uma estas conceituações midiáticas, provavelmente eivadas de uma certa dose de preconceito, foram, pouco a pouco, desmanchando-se no ar. Agora, até mesmo os mais pessimistas admitem que o acordo reveste-se de importância altamente relevante e que é uma vitória de Lula e da política externa brasileira independente e soberana. O mundo inteiro está discutindo o gesto brasileiro e rejeitá-lo será altamente desgastante para eles, sobretudo para o Prêmio Nobel da Paz.

O curioso é que esta mesma mídia reconhece e destaca o protagonismo de outro brasileiro, Oswaldo Aranha, quando das gestões feitas para a criação de Israel, há décadas. Mas, agora, quando Lula insiste em ter voz ativa, convocando ou até mesmo desafiando as grandes potências a empenharem-se na via pacífica seja para o Irã, para o Iraque, como também, por desdobramento, para a Questão Palestina, nenhum reconhecimento. O difícil mesmo é acreditar que tanto o Prêmio Nobel da Paz, como os demais dirigentes dos países ricos, tenham coragem em apostar em caminhos que contrariem a indústria bélica. Coragem, que Lula, em sua dialética de retirante, tem demonstrado ter de sobra.

Beto Almeida é jornalista e membro da Junta Diretiva da Telesur



Informações extraídas do portal: http://carosamigos.terra.com.br/

segunda-feira, 17 de maio de 2010

DIA 20 DE MAIO: SEMINÁRIO “TECENDO A REDE DE PROTEÇÃO”

Tema: “Avaliação Interdisciplinar dos Casos de Violência Sexual"

Local: Auditório da Universidade Cândido Mendes – Rua da Assembléia, 10, Centro / RJ

Horário: 10:00 às 17:00 horas

Realização:
FIA - Rede NACAs

Agenda Cultural: Afro Reggae, Circo da Baixada e Construindo Sonhos.

Pós-graduação "Serviço Social e o Trabalho com as Famílias"

O período de matrícula para a Pós-graduação "Serviço Social e o Trabalho com as Famílias" da UNISUAM Unidade Campo Grande vai até o dia 12/06/2010.

Haverá uma aula no dia 29/05.

Todos serão benvindos!!!

Contatos: Profª Sandra Lima

E-mail: sandralima@unisuam.edu.br
Tel.: 82585040

domingo, 16 de maio de 2010

Filme: "A Maça" (1998)


Mulher cega e seu marido matêm as filhas gêmeas presas, seguindo vagos preceitos do Alcorão. As meninas são soltas, após 11 anos em cativeiro, e têm que descobrir o mundo com olhos infantis que nunca conheceram nada além de sua alcova.

O que o filme nos mostra é exatamente a ruptura de uma continuidade que tinha se estendido por onze anos. A partir da chegada da assistente social, a estabilidade dos acontecimentos se quebra e surgem novos contextos, experiências, demandas; e é esta quebra que afetará definitivamente o desenvolvimento das gêmeas Zahra e Massoumeh.

Filme de estréia da diretora iraniana Samira Makhmalbaf.




Filme: "A HISTÓRIA DE BROOKE ELLISON"

Um grave acidente deixa a jovem Brooke Ellison tetraplégica. Mas sua incansável vontade de viver e se superar não só a leva de volta à escola como também à universidade, onde se forma com louvor. Drama biográfico baseado na vida de Brooke Ellison, que ao lado de sua mãe Jeane escreveu um livro em que conta sua história.

Filme: "As Chaves de Casa"

cartaz de As Chaves de Casa As Chaves de Casa
(Chiavi di casa, Le, 2004)



» Direção:
Gianni Amelio
» Gênero:
Drama
» Origem:
Alemanha/França/Itália
» Duração:
105 minutos
» Tipo:
Longa-metragem
» Trailer:
clique aqui

» Sinopse: Paolo (Andrea Rossi) é um jovem que foi abandonado pelo pai assim que nasceu, logo após a morte da mãe durante o parto. Crescido, ele terá a companhia de seu pai em uma série de exames que fará.

A cena inicial dá o tom do filme. Ao ver um homem acompanhando um menino deficiente físico no hospital para tratamento, a personagem de Charlotte Rampling diz: “Que estranho ver um pai por aqui; geralmente esse serviço porco quem faz é a mãe”.

Charlotte brilha intensamente no filme como a mãe de uma deficiente que cuida de sua filha há 20 anos. Ela avisa: não haverá compensações por essa dedicação. Ninguém dará crédito, nem mesmo o filho especial.




Leia mais na página: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=678

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A CONFIGURAÇÃO DA PROTEÇÃO SOCIAL NA AMÉRICA DO SUL HOJE

DATA E LOCAL: 01 DE JUNHO DE 2010, DAS 09 ÀS 17H, AUDITÓRIO VERA JANACOPOLOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO) - AVENIDA PASTEUR, 296 - PRAIA VERMELHA. PÚBLICO

ALVO:
DOCENTES, ALUNOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO, PROFISSIONAIS PESQUISADORES OU ATUANTES DA ÁREA DE POLÍTICAS SOCIAIS, E SERVIDORES, TÉCNICOS E GESTORES DE POLÍTICAS PÚBLICAS.


Tipo de Evento: Seminário

Entidade Promotora:
UFRJ

Inscrições:
SEMINARIOPROTECAOSOCIAL@HOTMAIL.COM (INFORMAR NOME, INSTITUIÇÃO E TELEFONES DE CONTATO)

Custo:
gratuito


MESAS TEMÁTICAS E PALESTRANTES:


Mesa1:
09 -12h de 01/06/2010

Tema:
A relação entre trabalho, emprego e os sistemas de proteção social vigentes na América Latina hoje.

Palestrantes:


Daniel Kostzer:
economista argentino e coordenador de Desenvolvimento Social e Luta contra a Pobreza, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud); professor de Estructura Social Argentina da Universidade de Buenos Aires (UBA); ex-diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Ministerio de Trabajo, Empleo y Seguridad Social da Argentina e ex-coordenador do Programa Jefes y Jefas de Hogar Desocupados.

João Sicsú:
economista brasileiro e atual diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e professor do Instituto de Economia da UFRJ.

Mesa 2


Tema:
O enfrentamento da “questão social” pela atual concepção de política social

Palestrantes
:

Estela Grassi:
cientista social argentina; professora de Antropología Social da Universidad de Buenos Aires (UBA); e diretora do projeto de pesquisa "Política Social, Condiciones de Trabajo y Formas de Organización Socio-Política".

Maria Lúcia Teixeira Werneck Vianna:
cientista político brasileira; professora e diretora adjunta do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e coordenadora do Laboratório de Economia Política da Saúde e Proteção Social da UFRJ.

ORGANIZADORAS:


Prof ª Dra. Alejandra Pastorini

Prof ª Dra. Cecília Paiva Prof ª
Dra. Silvina Galizia Pesquisadora Doutoranda Regina Teixeira