segunda-feira, 10 de maio de 2010

Filme chama atenção para a violência infantil doméstica

Cidade(s): Uberlândia

Filme chama atenção para a violência infantil doméstica

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançará amanhã, data em que se comemora o Dia do Pediatra, o filme de divulgação da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes e Violência na Infância e Adolescência. Com o título de “Criança jogada no lixo”, o filme será apresentado durante o Encontro de Pediatras com os Promotores da Paz da Vila Olímpica da Mangueira, no Rio de Janeiro.
O filme da campanha da SBP foi elaborado a partir de desenhos de crianças e adolescentes que participam do projeto da Vila Olímpica da Mangueira – escolhido pelo trabalho que é realizado com a comunidade, reconhecido mundialmente como exemplo de construção de cidadania (Prêmio Unicef 1998 de Melhor Programa Social de Países em Desenvolvimento). A fita, de 27 segundos – destinada à divulgação na televisão – tem narração do padrinho da Campanha, o ator Thiago Lacerda, foi dirigida por Luiz Leitão e produzida pela CaradeCão Filmes, que cederam voluntariamente seu tempo e trabalho.
Um dos objetivos do filme é ampliar o conceito de que a violência, principalmente a doméstica, pode ser prevenida, e as pessoas envolvidas ou próximas devem pedir ajuda. Para isto, podem recorrer às escolas, serviços de saúde, Conselhos Tutelares, Juizados da Infância e da Juventude, Delegacias em geral, Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente, Delegacias de Proteção à Mulher, entidades médicas e científicas, ONGs, entre outras.
As chamadas “causas externas”, ou seja, a violência e os acidentes, constituem um dos fatores mais importantes da mortalidade geral no Brasil e, segundo números do Ministério da Saúde de 1999, na faixa etária que vai de cinco a 19 anos, ocupam o primeiro lugar (59%). Dentre essas, chamam atenção as “agressões”, que com 7.162 casos registrados naquele ano, representam 40% do total.
“Se pensarmos que esses números são apenas a ponta do iceberg, teremos a dimensão da gravidade do problema”, diz Lincoln Freire, presidente da SBP. A coordenadora executiva da Campanha, Rachel Niskier Sanchez, explica: “Quando falamos de violência doméstica, precisamos ter claro que – embora as conseqüências sejam registradas a curto, médio e longo prazos, com graves repercussões sobre a saúde física e mental – nem sempre o resultado imediato é a morte. E muitas vezes o caso não chega ao sistema de saúde, às instâncias jurídicas ou Conselhos Tutelares. Além do mais, mesmo quando leva a óbito, a violência doméstica costuma não ser explicitada nas estatísticas. Asfixias, afogamentos, Síndrome do Bebê Sacudido (que provoca hemorragia cerebral pelo impacto do cérebro contra a caixa craniana) podem ser registradas como ‘acidentes’, sem especificação das circunstâncias em que ocorreram”, diz.
A pediatra salienta ainda que, independente de classe social ou condição econômica, há uma grande probabilidade de que as crianças e adolescentes que cometem delitos tenham sofrido algum tipo de violência doméstica, como a negligência, os maus-tratos físicos e psicológicos ou o abuso sexual. “A mesma correlação pode ser feita para aqueles que vão para as ruas, fugindo de violência cometida por seus familiares ou responsáveis, e pensando encontrar fora o apoio e o afeto que não têm no ambiente de casa”, comenta.


fonte:
Agência Estado


Informações extraídas do site:
http://www.triangulomineiro.com/noticia.aspx?catNot=60&id=449&nomeCatNot=Cotidiano

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